Jardim do Plausível
O coração, Cosmos e a possibilidade de respirar.
Material para avaliação editorial
Uma narrativa literária para quem continua funcionando, mas percebe que a vida conhecida deixou de caber.
Obra inédita · janela editorial de 90 dias · Recife, 2026
Centro de gravidade
O Chamado acompanha o intervalo entre a vida que deixou de caber e aquela que ainda não encontrou forma. O narrador continua trabalhando, dirigindo, conversando e respondendo ao mundo — mas percebe que a continuidade visível dos dias já não garante presença, pertencimento ou inteireza.
A partir de cenas concretas — o carro estacionado, a música que já não entra, os dedos que reencontram um acorde, o coração quente no Jardim do Plausível — a obra investiga uma pergunta universal:
“Como continuamos sendo nós mesmos enquanto mudamos?”
Sinopse comercial
Por fora, tudo pode parecer funcionando. As tarefas continuam, as decisões são tomadas, as pessoas ainda recebem respostas. Por dentro, porém, alguma coisa já não pousa do mesmo modo. O descanso não recompõe, a música é reconhecida mas não alcança, e aquilo que antes parecia natural começa a exigir esforço demais.
Ao atravessar sete Marés — da Fenda ao Novo Eixo de Coerência —, o livro não propõe fases universais nem diagnósticos. Propõe imagens para observar o que acontece quando a vida conhecida deixa de caber e a experiência procura outra forma de continuar.
O resultado é um híbrido de não ficção literária, ensaio autobiográfico e reflexão fenomenológica: íntimo sem ser confessionalista, conceitual sem abandonar a cena, cuidadoso sem pedir desculpas por existir.
Posicionamento
O livro entra pela experiência. A arquitetura é descoberta depois — e também nasceu dentro do vivido. A obra sustenta-se de modo autônomo, sem exigir conhecimento prévio do FICND.
Leitor central
Adultos que permanecem funcionais enquanto atravessam exaustão, hiperadaptação, mudanças de vínculo, trabalho, identidade ou sentido — e procuram uma obra capaz de nomear a experiência sem reduzi-la.
A obra também encontra psicólogos, psiquiatras, terapeutas, educadores, acompanhantes e leitores de ensaio literário, autobiografia intelectual, identidade e fenomenologia aplicada.
“Existe um momento em que funcionar deixa de ser prova de que estamos bem.”
Percurso para avaliação
A amostra preserva o início literário antes do desenvolvimento conceitual. O manuscrito integral não é público e pode ser solicitado por editoras e leitores profissionais.
O coração, Cosmos e a possibilidade de respirar.
Quando continuar não significa permanecer inteiro.
O carro estacionado e a distância entre chegar e entrar.
A música que já não entra.
Uma vida não pode ser reduzida ao instante em que foi registrada.
A experiência retorna ao leitor sem receber um veredito.
Limite da obra
O livro não oferece diagnóstico, prescrição ou protocolo. Nem toda ruptura é doença. Nem toda ruptura é travessia. E uma travessia pode coexistir com doença. Segurança e proteção vêm primeiro.
A arquitetura não foi aplicada depois para explicar o relato: ela foi uma das formas pelas quais a própria experiência procurou tornar-se reconhecível.