Travessia não exclui doença
Linguagens existenciais e clínicas podem coexistir quando seus limites permanecem claros.
Orientação e cuidado
Esta página não é uma quarta Porta. É uma proteção transversal: distingue experiência, sofrimento, risco e limite institucional.
Em risco imediato no Brasil
Em risco imediato à vida ou sofrimento intenso, ligue gratuitamente para o SAMU 192 ou procure uma UPA 24h ou pronto-socorro. Se houver violência ou ameaça imediata, acione a emergência 190. Para apoio emocional e prevenção do suicídio, o CVV atende pelo 188.
Primeira conversa
Uma primeira conversa pode começar com uma frase simples: “não estou conseguindo sustentar isto sozinho” ou “algo mudou e preciso de ajuda para entender o risco e os próximos passos”.
Diga o que está acontecendo agora e quando a mudança começou.
Nomeie o que ficou difícil no cotidiano: sono, alimentação, trabalho, estudo, relações ou autocuidado.
Informe se há risco de se ferir, ferir alguém, violência, desorientação, uso de substâncias ou impossibilidade de ficar em segurança.
Se puder, leve documentos, lista de medicamentos e contato de alguém de confiança.
Pergunte qual é o próximo passo, onde será o acompanhamento e o que fazer se a situação piorar.
Portas públicas de cuidado
A Atenção Básica é a principal porta de entrada do SUS e inclui cuidado em saúde mental. Os CAPS são serviços públicos de porta aberta para sofrimento psíquico intenso; o primeiro acolhimento não exige consulta marcada. Se o CAPS não for o ponto adequado, a equipe deve articular outro cuidado na RAPS.
Procure a Unidade Básica de Saúde da região onde você mora para acolhimento inicial, continuidade e articulação com a rede.
Abrir 02É possível procurar diretamente o CAPS da região. A modalidade e o fluxo dependem do município e da necessidade apresentada.
Abrir 03UBS, CAPS, UPA, hospitais e SAMU articulam diferentes pontos de cuidado. Em urgência, use a porta adequada à gravidade.
AbrirRegra de cuidado
A experiência de vulnerabilidade não deve ser convertida em adesão, pertencimento obrigatório, exposição pública ou dependência institucional. A autoria permanece com quem atravessa.
Linguagens existenciais e clínicas podem coexistir quando seus limites permanecem claros.
Nenhum conceito substitui história, contexto, avaliação e singularidade.
Acolher não exige concordar com a interpretação que alguém faz do próprio estado.
A pergunta fundadora permanece
Como continuamos sendo nós mesmos enquanto mudamos?
Cada página oferece uma forma de aproximação. Nenhuma coleta resposta, mede ou decide o sentido da experiência.